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domingo, 23 de abril de 2017

Dicas para Organizar um Mochilão



OBS: Há dicas de sites com links inseridos nas palavras sublinhas em azul, clique na palavra para aparecer o link abaixo.


É comum as pessoas escreverem suas viagens em blogs e fóruns da internet, descrevendo suas experiências de viagens, dicas de passeios, descrição do roteiro, dicas de hospedagens, etc. Mas poucos dão dicas importantes sobre documentação, vacinas, telefones e endereços de consulados e embaixadas, locomoção, clima, etc. Então decidi fazer minha primeira postagem sobre esse tema.
Na minha última viagem fiz um mochilão por Bolívia e Peru, e vou compartilhar um pouco das experiências que tive durante a viagem. Nessa postagem não vou fazer uma descrição da viagem, mas sim dicas úteis que poderão ajudar a organizar uma viagem.




Passaporte
O primeiro passo para uma viagem para o exterior é tirar o passaporte.
Para isso é necessário primeiro agendar no site da Polícia Federal. O custo atualmente para a emissão de um passaporte é de R$ 156,07. Veja a documentação necessária. Mas atenção, o prazo para a emissão de um passaporte pode levar de 20 a 30 dias, não deixe pra tirar seu passaporte em cima da hora. Caso não tenha tempo suficiente para tirar um passaporte comum, deve ser solicitado um passaporte de emergência no posto da polícia federal, que tem uma taxa maior e prazo de validade de apenas um ano. O prazo para emissão do passaporte de emergência é até 24 horas após o requerimento.
OBS: Não é porque muitos países não exigem vistos de brasileiros, que não é necessário tirar o passaporte, melhor não arriscar, para qualquer viagem para fora da América do Sul, é aconselhável tirar o passaporte. 





Visto


Hoje está muito mais fácil para o brasileiro viajar para o exterior, a maioria dos países não exigem mais visto de turismo para brasileiros, para alguns países da América do Sul, basta apresentar o RG. Porém, não pense que pelo fato de alguns países não exigirem visto de entrada você vai conseguir entrar no país apresentando apenas o RG, em países da Europa, por exemplo, é obrigatório a apresentação do passaporte, que é o único documento de identificação aceito em qualquer país do mundo.
OBS: Para conseguir um visto de viagem, deve-se procurar o consulado dos países para onde se pretende visitar, normalmente esses vistos são liberados após o agendamento de uma entrevista no consulado e mediante ao pagamento de uma taxa, que varia muito de acordo com o país. Consulte antes de viajar. No site do Itamaraty há uma lista com todos os consulados estrangeiros no Brasil.




Vacinas


A principal vacina que se deve tomar antes de uma viagem para o exterior é a vacina contra a febre amarela. Essas vacinas são oferecidas gratuitamente em qualquer posto de vacinação instalado em diferentes unidades de saúde das Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde. Nestes postos o viajante receberá o Cartão Nacional de Vacina. Lembrando que para estar protegido contra febre amarela, o viajante deverá ser vacinado no mínimo dez dias antes de sua viagem. Essa vacina tem validade de dez anos.

                      Confira abaixo as principais recomendações para alguns roteiros

VACINA
ROTEIRO
DOSES
PERIODICIDADE
HEPATITE A
Paises da Ásia, cidades litorâneas e cidades sem saneamento adequado
2 doses (intervalo de 6 meses)
1 vez na vida
FEBRE AMARELA
Quase todos os países
1 dose
A cada 10 anos
RAIVA
Índia
3 doses (intervalo de 7 dias)
1 avaliação a cada viagem
FEBRE TIFÓIDE
Países da África e da Ásia, Cidades litorâneas e cidades sem saneamento básico adequado
1 dose
A cada 3 anos
MENINGITE MENINGOCÓCICA
Sul do Saara, em uma região conhecida como cinturão da meningite. Em Meca, na Arábia Saudita a vacina é obrigatória
1 dose
A cada 3 anos
POLIOMIELITE
Índia e Paquistão
1 dose de reforço
1 avaliação a cada viagem


No site da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), você pode fazer seu roteiro de viagem, inserindo o país de origem, país de escala e país de destino. Filtrando a pesquisa, ele mostra as vacinas obrigatórias para o trecho inserido na pesquisa.
Há outro link no site, com muitas informações importantes relacionadas a saúde do viajante, confira
Neste outro Link, você encontra a lista de todos os "Centros de Orientação ao Viajante" espalhados pelo Brasil. Outro Link importante sobre orientações sobre a importação de mercadorias.




Embaixadas e consulados


Uma das coisas mais importantes para uma viagem ao exterior é saber o telefone e endereço da embaixada brasileira nos países incluídos no seu roteiro.  Qualquer imprevisto mais sério que você tenha como acidentes, assaltos, perca de documentos, etc. A embaixada brasileira será de grande ajuda.
No site do Itamaraty você encontra o telefone e endereço de todas as representações do Brasil no exterior.




Arrumando as malas


Muitos sites de viagens aconselham a levar na mala de mão, roupa suficiente para passar pelo menos um dia.   Pessoalmente eu aconselho diferente, levar o máximo de roupas na mala de mão.
O motivo?
Pense numa viagem internacional, você chega ao destino e recebe a informação de que sua mala foi extraviada. Você está num país e sua mala chegou em outro.
Numa viagem de mochilão, onde a cada dia você se move pra outra cidade isso pode complicar muito, pois você não se programa para passar muitos dias na mesma cidade, e pode não ter disponibilidade de ficar esperando sua mala voltar.
Há também o risco das malas demorarem muito mais tempo que o previsto até serem devolvidas, há casos em que essa demora meses.
Numa situação dessas, estar com roupas para passar apenas um ou dois dias em sua mala de mão, com certeza não será o suficiente para seguir viagem e você vai precisar desembolsar muito mais dinheiro do que o previsto, comprando roupas e calçados.

  • Dicas importantes:
- O limite de peso da bagagem de mão é de 5 kg.
- Para as malas despachadas esse limite é de 23 kg e aumenta de acordo com a classe do voo.
- Para voos internacionais, esse limite pode ser maior de acordo com a política da companhia aérea ou do país de destino. (No site Deca online, você encontra informações sobre bagagens em geral e limites de pesos para viagens internacionais de acordo com a companhia e países, confira antes de viajar).
- Nenhum objeto líquido ou cortante é permitido, pense bem antes de comprar aquele whisky caríssimo e levá-lo na bagagem de mão, vai ser um belo presente para o agente aeroportuário, ele vai agradecê-lo muito por isso. Brinquedos também podem ser barrados, melhor deixar tudo muito bem embrulhado em sacos bolha e despachá-los.

    • Mala ou Mochila?
    Para responder a pergunta, "mala ou mochila?". A maioria dos mochileiros responderiam. "Mochila". Porém, há um incomodo em viajar apenas com mochila. A falta de praticidade, se você tiver que usar uma calça que está no fundo da mochila, provavelmente terá que tirar todo o conteúdo para pegá-la no fundo. Para amenizar esse problema, é bom sempre levar mochilas com zíper lateral nas viagens, mas mesmo assim, a bagunça é inevitável. A mala é sempre mais prática para organizar as roupas e pertences e a mochila é mais prática na hora da locomoção. O mais recomendável numa viagem é levar uma mala e uma mochila.

    Não há a menor necessidade de viajar com todos os itens de toda a viagem nas costas. A mala pode ficar no hotel, ou em agências de viagem, que em quase todos os casos não cobram pelo serviço.
    Nas costas, uma mochila pequena ou média apenas com os itens necessários para o percurso a ser realizado no dia.

    Um detalhe importante em viagens com mala. Normalmente viagens de mochilão, o mochileiro opta por se hospedar em hostels e pousadas simples, que normalmente não contam com o serviço de elevador, subir dois ou três lances de escada (as vezes mais) com malas pesadas é extremamente cansativo e ainda pode causar uma distensão muscular.
    Malas de rodinhas foram feitas para pisos lisos de aeroportos e terminais, são muito complicadas para andar em ruas, enroscam fácil em vãos e buracos. Trens, ônibus e aviões, normalmente tem bagageiros altos e muitas vezes apertados, tudo isso tem de ser levado em consideração na hora de comprar e fazer uma mala de viagem.

    Há também a opção de comprar uma mochila com rodinhas, porém, nem sempre são confortáveis, algumas ficam com os ferrinhos do puxador nas costas, em outros, os ferros são removíveis e você precisa leva-los sempre junto a mochila.

    Independente de qual seja sua opção, uma coisa é certa. Você vai precisar desembolsar um dinheiro considerável na compra de sua mala ou mochila.

    • O que levar? 
    Essa é uma pergunta difícil de responder. Cada pessoa tem um gosto e personalidade diferente, e isso influencia muito na hora de arrumar as malas. Porém as dicas que servem para todos.

    Pesquisar o clima antes de viajar é uma obrigação, porém, nunca tenha ideias pré-concebidas como: "África é um lugar quente, vou levar roupas de calor" ou "Bolívia é um lugar frio, vou levar roupas de frio".

    No Brasil, o verão é quente, o inverno é frio, simples assim, mas não é tão simples assim em todos os lugares do mundo. Já passei um tremendo frio na África, quando pensando que iria passar calor o tempo todo, não imaginava que de noite esfriava tanto. Na Bolívia tive outra experiência inusitada, quando peguei uma temperatura de quase 0º ao fazer um passeio pela montanha do Chacaltaya, com ventos extremamente fortes e gelados. Duas horas depois, foi fazer um passeio no Vale de La Luna, não muito longe de lá e peguei um calor de cerca de 25º e tempo seco. A regra para evitar esse tipo de problema é, levar roupas tanto de calor, quanto de frio para qualquer lugar pra onde se vai viajar.

    Além das roupas, outros itens são indispensáveis numa viagem:

    Protetor solar, batom de manteiga de cacau, colírio, rinosoro, lenços umedecidos, óculos escuros e vitamina c: São itens essenciais quando se viaja para lugares de clima muito diferente. Lábios rachado, olhos ardentes, queimação na pele, nariz seco e as vezes sangrento e resfriado (Já sofri com todos eles) são sintomas muito normais em viagens para lugares com climas diferentes e podem ser evitados com precauções simples.

    Kit de primeiros socorros: Outro item de primeira importância em qualquer tipo de viagem, principalmente num mochilão: Veja alguns itens que não podem faltar no seu kit:
    Gazes, esparadrapo, algodão, ataduras de crepe, curativos adesivos (Band aid), pomada para bolhas, soro fisiológico, analgésicos, anti-inflamatório, antialérgicos, remédios para náuseas e vômitos, repelente, cotonetes e tesoura.

    Medicamentos: Um dica importante, nunca tome medicamentos assim que chegar num lugar e sentir efeitos diferentes como a altitude, você pode pensar estar com dor de cabeça, mas na verdade, apenas está sentindo os efeitos que seu corpo não está acostumados, tomar algum medicamento pode piorar a situação, a dica é simples, descansar. Especialmente no primeiro dia de viagem.

    Máquina fotográfica compacta: Para os aficionados em fotografia, jamais vão deixar sua DSLR de lado numa viagem, mas eu acho uma compacta também indispensável. Primeiro porque não dá para ficar dias ou semanas com uma máquina enorme pendurada no pescoço (Não há pescoço que aguente), e nem sempre se está viajando acompanhado ou por lugares seguros. Eu não sou louco de andar sozinho com minha máquina no centro de São Paulo de noite, e com certeza há diversos outros lugares tão perigosos como o centro de São Paulo de noite espalhados pelo mundo, andar com uma máquina profissional ou semi em lugares assim não é aconselhável. A compacta nunca sai do meu bolso quando estou viajando.

    Mapas e guias de viagem: Nem todo mundo gosta de fazer passeios guiados, pelo menos não o tempo todo, passear por sítios arqueológicos é quase que uma obrigação o acompanhamento de um guia profissional. Quem faz esse tipo de passeio não está interessado apenas na paisagem, mas também na história do lugar e saber o significado de cada coisa, muitos detalhes que ficam fora das informações dos guias. Já um passeio pela cidade, pode muito bem ser feito sozinho, sem a obrigação de seguir um roteiro, nesses casos, não dispense a companhia de um mapa ou um guia de viagem, muitos optam até por um GPS, populares nos aplicativos para celulares. Tudo é válido.




    Organização da viagem


    Quando se fala em viagem de mochilão, logo se pensa naqueles jovens passeando com mochilas gigantes nas costas, às vezes duas, uma na frente e outra atrás. Se quiser evitar passar o dia com todo esse peso extra, basta uma coisa muito simples. Organização.
    Organização significa, pesquisar com antecedência as hospedagens, e horários de passeios e ônibus rodoviários. Chegar numa cidade com peso nas costas e ter que ficar rodando a pé atrás de hospedagem com certeza não está nos planos de nenhum viajante. Muito menos chegar pela manhã no terminal rodoviário e descobrir que só há passagem para a próxima cidade de noite, ou no outro dia. O mesmo serve para os horários dos passeios.
    O principal fator para se ter uma viagem prazerosa, com o mínimo de inconvenientes e organizar tudo com antecedência, principalmente nos meses de alta temporada.

    • Hospedagem
    Antes de viajar não dispense alguns dias pesquisando preços e avaliações de hospedagens pelos lugares por onde vai passar. Assim que filtrar os lugares favoritos, mande e-mails diretamente ao hotel ou se preferir, ligue diretamente. E não se deixe levar pelas fotos do site do hotel, em alguns casos, achamos que estamos indo para um palácio e quando chegamos, o lugar se parece mais com um chiqueiro. Sempre desconfie de preços muito baixos (A não ser que não seja muito exigente) e confira as avaliações de quem já se hospedou em sites especializados.
    Segue algumas dicas de sites que ajudam muito a vida de um mochileiro na hora de escolher uma boa acomodação:
    Booking: Site que filtra hospedagens por preço, categoria, localização e reservas em quase todos os lugares do mundo. Um dos sites mais confiáveis do gênero.
    Trip Advisor: Comunidade focada exclusivamente em hotéis, atrações turísticas e outras informações úteis para quem vai viajar, excelente filtro de pesquisas de opiniões e avaliações de quem já passou pelo local. O site não é focado apenas em hospedagem, mas também em atrativos turísticos e restaurantes.
    HostelworldReservas de albergues da juventude online pelo mundo. Reservas confirmadas em mais de 10,000 albergues em todo o mundo.
    Venere: Reservas e comparação de preços de hotéis pelo mundo.
    AlberguesEndereços e informações sobre Albergues da Juventude.
    Couchsurfing: Pesquisa de casas de família que oferecem seus sofás ou camas para hospedagem de forma gratuita.
    AirBNB: Pesquisa de lugares pra se hospedar em casas de família.
    Hospitality Club: Acomodação grátis em todo o mundo por meio do Intercâmbio. Um serviço de hospitalidade online, os membros oferecem alojamento grátis e ajuda durante as viagens a outros membros interessados. A participação é livre e grátis.
    Global Freeloaders: Comunidade online, reunir as pessoas para oferecer-lhe alojamento gratuito em todo o mundo. Economizar dinheiro e fazer novos amigos, conhecendo o mundo de uma perspectiva local.
    Blablacar e BeepMe: Sites/Aplicativos que oferecem caronas de longas distâncias para viajantes.
    Groople Triporama: Pesquisa de locais para grupos e ajudam na montagem do mapa a ser analisado.

    • Passeios
    Pesquisar os passeios dos lugares por onde se vai viajar é tão importante quanto pesquisar a hospedagem, afinal, são pelos atrativos turísticos que se decide o lugar para onde se vai viajar.
    Pesquisar passeios significa: Saber preços e horários de cada atrativo, saber se é necessário fazer reserva com antecedência, se é obrigatório o acompanhamento de um guia, se há limite de visitantes por dia ou horário, a distância do atrativo do local de onde está hospedado, se é possível fazer o passeio sozinho ou se é mais viável contratar uma agência, se é possível cortar filas enormes através de reserva ou pagando uma taxa sobre o valor do ingresso.
    Um  passeio pode acabar numa frustração pela falta de uma pesquisa rápida. Na minha última viagem quase tudo ocorreu como no planejado, porém, tive um contratempo por causa da falta de pesquisa.
    O que aconteceu: Através da pesquisa, já sabia que para visitar Machu Pichu, deve ser feito reserva com antecedência, mas o limite de visitantes por dia é alto, dificilmente alguém vai ficar de fora por falta de reserva, pode-se comprar o ticket no mesmo dia. Porém, para subir a montanha de Wayna Pichu, o limite de visitantes é de apenas 400 visitantes por dia, 200 de manhã e 200 de tarde, e a reserva deve ser feita com semanas de antecedência, até 2 meses em períodos de alta temporada, mas por falta de uma pesquisa mais aprofundada, acabei perdendo o passeio por causa do horário. Cheguei depois do tempo limite do horário permitido.
    Segue algumas dicas de sites que podem ajudar muito a planejar seu passeio:
    Sair do BrasilSite especializado em dicas e matérias de brasileiros com experiências internacionais.
    Turomaquia: Dicas de viagens e destinos, roteiros, hotéis, restaurantes, lugares para visitar e guias gratuitas dos museus mais visitados do mundo.
    Unlike: Site (Em inglês) mostra locais inusitados de roteiros turísticos. Bom para quem gosta de um passeio diferente ou alternativo.
    Tripit: Site de Planos de viagens com acompanhantes.
    Folha Turísmo: Site de turismo online da folha, com uma enorme variedade de dicas de viagem, para todos os públicos. Tem de tudo nesse site.





    Transporte Terrestre


    A impressão que dá ao consultar sites, blogs e fóruns da internet, é que as pessoas não dão a devida importância na hora de pesquisar os meios de transporte durante um mochilão, focam mais na hospedagem e nos passeios e se esquecem da locomoção entre casa cidade.
    Por falta de uma pesquisa previa dos horários de saída de ônibus na rodoviária, pode-se perder um dia, ou dias de viagem.

    Viagens de noite:
    Nos relatos de viagem, parece que todo mundo opta por pegar o primeiro ônibus para se locomover de uma cidade a outra, acho isso péssimo. Pelo menos nas viagens de locomoção, onde não interesse turístico.
    O motivo? 
    Praticamente todos os passeios turísticos começam nas primeiras horas da manhã, por volta das 07:00 h ou 08:00 h. Os mais tardes não saem antes das 09:00 h.
    Mesmo nas cidades mais próximas, a locomoção entre elas duram pelo menos 2 horas, e os primeiros horários de saídas dos ônibus das rodoviárias, costumam ser por volta das 06:00 h a 07:00 h.
    Senso assim, mesmo saindo no primeiro horário da rodoviária, a possibilidade de você perder os passeios que partem pela manhã é grande. O que sobra são os passeios de meio período que saem no início da tarde e você vai perder muita coisa.

    Pelas minhas experiências, eu recomendo que se façam percursos entre as cidades no final da tarde ou início da noite. Assim, você aproveita o passeio o dia todo, (A maioria dos passeios termina no máximo as 17:00) e no final é só pegar as bagagens no hotel ou agência e ir direto para a rodoviária e se programar para pegar um ônibus que chegue no máximo até as 23:00 h. Assim você terá a noite toda para dormir e o dia seguinte inteiro descansado para aproveitar.
    Para viagens mais longas, de 7 a 8 horas ou mais, tente optar por sair de noite e passar a noite no ônibus (Em ônibus leito ou semi-leito). Melhor passar horas na estrada de noite e dormir, do que durante o dia, onde em que você poderia estar aproveitando um passeio, e ainda economiza a hospedagem de um dia.
    Fiz isso em duas oportunidades e não me arrependi em nada. Passar a noite no ônibus não é a mesma coisa do que num quarto de hotel, você perde um pouco de conforto mas, ganha muito em tempo.

    Viagens de dia:
    Viagens longas, por onde se passa por bonitas paisagens, pontos turísticos ou importantes sítios arqueológicos, é aconselhável serem feitas durante o dia e com companhias de ônibus que incluam paradas turísticas durante o percurso com o acompanhamento de um guia. Longas viagens se tornam mais agradáveis e os passeios e paradas durante o caminho contam como parte da viagem.

    Na Europa e América do Sul, isso é comum, pode-se atravessar países em passeios terrestres com diversas paradas turísticas entre cada trecho. As próprias empresas de transporte oferecem opções de viagens diretas ou com paradas turísticas. No Brasil, isso não é muito comum, raramente se encontra uma companhia que faça longas viagens turísticas. Na África, é comum esse tipo de viagem, porém não de ônibus, mas de carro, alugados em agências onde o pacote inclui o motorista e equipamentos para camping. Esse serviços é encontrado em vários lugares do mundo, mas a África apresenta o ambiente mais propício para esse tipo de viagem.

    Na Europa são também muito populares viagens de trem, há linhas de trem espalhadas por todo o continente. Viagem de trem, é talvez a maneira mais prazerosa (e cara) de se viajar pela Europa, o continente é muito bem estruturado nesse tipo de transporte e conta com todo aparato turístico e hoteleiro a disposição.




    Transporte Aéreo



      Opte por viagens diretas (Sem conexão).
      Digo isso por experiência própria. Num voo de São Paulo a La Paz com conexão em Santiago, saímos e chegamos no horário, sem atrasos, tudo de acordo com o planejado, só não contávamos que a empresa aérea (Lan) anteciparia o horário de partida do voo. Quando chegamos em Santiago, não tivemos tempo de pegar a conexão, perdemos um dia de viagem e tivemos alguns gastos extras que não planejamos.

      As passagens de voos direto são mais caras, mas somando as horas a menos de viagem, o menor risco de ter as bagagens extraviadas ou de perder o voo de conexão. Vale a pena pagar um pouquinho mais.
      Um desses contratempos podem estragar ou prejudicar muito sua viagem.

      Caso opte por um voo com conexão, prefira um com conexão bem longa, de preferência acima de 10 horas e durante o dia, pois, além de se assegurar de uma possível antecipação no horário do voo da conexão, (Como no meu caso) ou mesmo problemas de atraso no voo de origem, Muito comuns no Brasil.
      Você ainda poderá aproveitar para esticar as pernas e passear um pouco pela cidade, ter algumas horinhas de lazer antes de voltar ao próximo voo.

      Em 2009, numa viagem de Copenhague a São Paulo, tive uma longa conexão em Lisboa, tempo suficiente para pegar um ônibus ao centro, passear, almoçar e fazer compras antes de voltar às longas horas do voo. Achei que valeu muito a pena essa parada e pretendo fazer isso novamente em outras viagens.
      No mesmo voo, fiz uma escala de 8 horas em recife, porém já eram altas horas da noite, e numa cidade perigosa como Recife, não tive coragem de ir passear pela cidade de madrugada, e passeio todo o tempo no aeroporto. Por isso, em caso de longas conexões, se possível, planeje conexões com o dia ainda claro.




      Táxi


      Falar sobre os serviços de táxi é muito complicado.
      Há relatos de turistas enganados por taxistas em todos os cantos do mundo. Desde cobranças muito acima da tabela até assaltos. A National Geographic produziu uma série sobre golpistas ao redor do mundo, e os taxistas estavam na lista como era de se esperar, num esquema de levar turistas a boates onde obviamente seriam extorquidos e roubados, onde eles recebiam uma comissão pelo "serviço" prestado à boate.

      Claro que a regra não se aplica a todos os taxistas, mas uma coisa é certa, o turista é um alvo fácil para um taxista desonesto. Por isso, sempre que estiver numa cidade que não conhece, nunca entre num táxi sem negociar o preço antes.

      Sites como o Google Maps podem ajudar muito numa viagem, você não vai como guia, mas vai saber a distância e o tempo médio gasto numa corrida de carro, e terá argumentos para usar com o taxista na hora de negociar o preço. Prefira taxistas que pertencem a cooperativas, qualquer problema, você terá onde reclamar e assim que pegar um táxi, peça um cartão com telefone.

      Antes de pegar um táxi, é sempre bom perguntar no hotel ou agência, o preço médio cobrado até o local para onde está indo. Normalmente hotéis já tem contato com alguns taxistas e podem oferecer uma opção mais segura. Quando estiver na cidade, faça uma breve pesquisa entre dois ou três taxistas antes de fazer uma viagem.

      Muitos taxistas oferecem serviços de guia de turismo. Fazer um passeio turístico com um taxista, além de não ser muito seguro, sem dúvida você perderá muitos detalhes ao ser guiado por alguém que não está habilitado para o serviço e quem sabe até esteja pagando mais caro do que numa agência de viagens.




      Seguro e Assistência Viagem


      Vou pular essa parte.
      Tudo que você precisa saber sobre o tema, vai encontrar no blog Além do arroz com feijão. Aqui você vai encontrar todas as dicas e informações necessárias para um seguro antes de uma viagem.




      Segurança


      Os cuidados com sua segurança devem começar antes de chegar ao destino, a começar pelo seguro viagem, mas não pense exclusivamente em sua segurança física, há outros riscos que todo viajante está exposto assim que sai de casa rumo a uma viagem.

      • No aeroporto
      E não pense em se preocupar com a segurança só quando chegar em seu destino, já no aeroporto, você corre riscos (E não são poucos) de sofrer um furto. Imagine perder sua bolsa ou mochila com todo seu dinheiro e passaporte já no aeroporto.
      Como hoteleiro, já tive algumas experiências do gênero em hotéis que trabalhei.
      Há grupos de pessoas, especializadas em furtos, que atuam exclusivamente em hotéis, restaurantes e aeroportos.
      Esse tipo de contraventor é bem diferente dos batedores de carteiras que atuam nos centros das cidades. Normalmente agem em duplas ou grupos de até 4 pessoas, sempre bem arrumadas.
      Como agem?
      Uma ou mais pessoas trabalham no intuito de chamar a atenção da vítima, de forma que tire a atenção dela de seus pertences, enquanto outra pessoa, aproveita da desatenção da vítima para furtar sua bolsa. Esses meliantes nunca roubam malas grandes, pois, normalmente as pessoas levam em sua mala de mão seus pertences valiosos como, celular, notebook, dinheiro e cartões, joias, etc. É exatamente nesses itens que eles estão atrás. Então, cuide de sua mala de mão como se fosse um filho recém-nascido.

      • Nas cidades
      Antes de chegar à cidade, procure saber se é um lugar seguro. Assim que chegar, informe-se no hotel e agências de viagem que for utilizar ou até mesmo procure um posto policial para se informar sobre a segurança do local, e saber onde não é aconselhável ir.
      Evite sair desacompanhado ou sozinho de noite. 
      Sair para bebedeira sem a companhia dos amigos é a receita cerca para arrumar problemas.
      Nunca ande com todo seu dinheiro na carteira, distribua o dinheiro pelos bolsos do corpo.
      Não use apenas o dinheiro como única fonte de pagamento, desbloqueie a função internacional para uso e para saque de seu cartão de crédito para quaisquer necessidades, e leve também travelers check. Quanto mais opções, mais amparado você estará, em caso de necessidades imprevistas.

      • No hotel
      Não deixe seu dinheiro ou bens de valores no hotel. A menos que haja cofre. A maioria dos serviços hoteleiros são confiáveis e são raros os problemas com roubos, mas uma hora ou outra acontece, e pode ser com você. Então leve bens de valor sempre na sua mochila. Melhor prevenir.

      Posso parecer estar exagerando um pouco, se é para viajar com essa sensação de insegurança, como se tudo fosse um risco, melhor não viajar. Estou dando exemplos do que pode acontecer numa viagem, mas não dá pra viajar com essa cisma na cabeça, se não viagem não vai ser aproveitada como deveria, mas é sempre bom tomar todas as precauções necessárias pra se ter uma viagem sem problemas.




      Clima


      O clima no mundo mudou muito nos últimos anos. 
      Anos atrás a gente sabia com quase exatidão o mês e até a semana que o tempo começaria esfriar ou esquentar ou quando começaria as chuvas. Hoje, mesmo com toda a tecnologia meteorológica, é difícil sabe como será o tempo daqui a uma semana. Mesmo assim, com pelo menos uma ou duas semanas de antecedência, comece a pesquisar o clima pelos lugares por onde vai passar, para se prevenir de possíveis ondas de calor, frio ou chuvas imprevistas. Sites como Clima Tempo e Tempo Agora, são excelentes para consultar a previsão do tempo em qualquer lugar do mundo.
      Mas não se esqueça do que já foi dito anteriormente. Nunca levar apenas roupas de frio ou de verão, é sempre bom mesclar um pouco para enfrentar todo tipo de clima. 
      E não se esqueça de levar uma capa de chuva.




      Equipamentos Fotográficos


      Nesse momento, minha máquina está na assistência técnica. 
      O motivo?... 
      Areia. 
      Passando pelo deserto de Ica, trouxe um pouquinho da areia para São Paulo de recordação, armazenada nas máquinas, isso mesmo, nas máquinas, não só em uma, mas em duas.

      Areia não é o único problema que sua máquina pode enfrentar. Temperaturas extremas, tanto o frio como o calor também fazem mal às máquinas, elas também precisam de se aclimatar ao tempo, parece até um corpo humano, só não pegam gripe, mas são ainda mais sensíveis a chuva do que nós. Para quem vai ao litoral, a maresia é um veneno para equipamentos fotográficos, outro problema que já enfrentei em viagens passadas ao litoral. 
      Quem vai fazer um mochilão pela África ou América do Sul, com certeza vai passar por muitos cenários empoeirados, é quase certo que seus olhos vão sofre com o pó, e os olhas da sua máquina também.

      O que fazer?

      - Uma lente UV é provavelmente o investimento mais barato e que pode salvar sua lente. Um investimento de R$ 40,00 pode salvar sua lente de R$ 2000,00 ou R$ 3000,00 por causa de uma simples queda que risque sua tão amada e cara lente.

      - Uma caixa ou saco estanque, podem evitar quase todos os problemas relacionados a água ou umidade.

      - Mudanças bruscas de temperatura, pode causar condensação nas lentes em lugares muito frio, deixe a câmera dentro da bolsa ou junto ao corpo o máximo de tempo possível. 

      - O calor excessivo pode danificar baterias, cartão de memória e componentes sensíveis da máquina. Nesse ambiente, deixe a máquina o menor tempo possível exposta ao sol.
      - Nada mais chato do que fotografar por lugares empoeirados, pior ainda quando começa a ventar ou se está próximo de alguma estrada movimentada por onde os carros levantam poeira. Nesses casos não há muito o que fazer, o negócio é guardar a máquina até a poeira baixar, caixa estanque não foi feita para enfrentar o pó, mas pode ser útil numa situação dessas.
      - Kit de limpeza é um item obrigatório para quem vai viajar com sua máquina, se você tomou todos os cuidados acima, e mesmo assim não foi suficiente pra livrar sua máquina da sujeira, ter um kit de limpeza é um ótimo para não deixar a sujeira acumular. No final do dia, no seu quarto de hotel, apresente o kit à sua máquina, com certeza eles vão se dar muito bem um com o outro.

      Não adianta cuidar bem da sua máquina e não fazer boas fotos durante a viagem. 
      Aproveite a luz natural nos seus melhores momentos. Às vezes vale a pena acordar cedo ou dormir tarde para eternizar belas imagens que não acontecem em qualquer horário do dia. 
      Fazer uma foto do sol se pondo após a meia noite na Russia com um belo cenário ao redor não é pra qualquer um. Acordar as 03:00 h para ver o sol nascer nos fiordes da Suécia é uma imagem que pouquíssimas pessoas no mundo tem o prazer de ter impressas no quadro da sala.
      Ahhh! Estou me gabando um pouquinho, confesso. Mas não é preciso viajar tão longe pra fazer imagens surpreendentes. Um pôr do sol em Búzios ou no Sul de Minas com certeza vai render imagens de encher os olhos de muita gente. 
      O início e o fim do dia são os melhores horários para aproveitar a luz natural com mais cores. Perfeito para um ensaio num cenário paradisíaco do litoral nordestino, por exemplo.





      Links Interessantes


      Nos tópicos acima, há alguns links com dicas de hospedagens e passeios, e pesquisa de clima.
      Segue aqui, alguns outros links de viagens, que gosto muito de explorar e podem ajudar muito na hora de planificar uma viajem, não necessariamente de mochilão.


      • Ciclo Turismo

      Federação Europeia de Ciclismo - Opções de diversas rotas de ciclo turismo pela Europa.

      Euro velo6 - Roteiros de Ciclo turismo pela Europa. O objetivo é seguir três dos maiores rios europeus: o Loire, Reno e Danúbio.

      Ciclo Aventureiros - Grupo que tem como objetivo oferecer um passeio de bicicleta ecologicamente e ambientalmente correto dentro do Parque Estadual da Serra do Mar de forma inclusiva e segura, dentro dos critérios e normas nacionais para o ciclo turismo.

      Night Bikers - O Night Bikers é um grupo de passeio ciclístico noturno realizado na São Paulo para incentivar ainda mais o uso da bicicleta.

      CAB - Clube Amigos da Bike - O CAB é o Clube que visa incentivar o ciclismo e o uso da Bicicleta como meio de transporte, também é um dos mais movimentados Clubes do Brasil em matéria de ciclismo, promovemos, incentivamos e participamos de vários eventos. O CAB é um Clube de Ciclismo onde a participação é livre, porém, Associados tem algumas vantagens exclusivas e descontos especiais em eventos.


      • Esportes de Aventura

      Adventure Journal - Revista on-line voltada a esportes ao ar livre. Não trás muitas informações sobre as viagens, mas sobre detalhes paralelos, como equipamentos e acessórios, entrevistas com personagens relacionados à cultura do esporte e vídeos.

      Conexão Aventura - Site ajuda a pesquisar e filtrar roteiros de aventura por modalidade e ponto de partida.

      National Geographic Adventure - Site de esportes e viagens de aventura da National Geographic.

      Rotas de São Paulo - Um dos sites mais completos sobre trilhas no estado de São Paulo. Todos os tipos de opções espalhadas por todo estado.

      Terra e Água Trilha - Especializado em Trilhas, há diversas opções com preços bem em conta, e comunidade no Facebook com atualizações e fotos de cada trilha feita pelo grupo.

      Trilhas e Aventuras - Site especializado com roteiros e matérias de diversos esportes de aventura.

      Trilhas de São Paulo - Projeto Trilhas de São Paulo do Governo do Estado. Com diversos núcleos ecológicos espalhados pelo estado, há um passaporte onde a cada trilha realizada você recebe um carimbo. Ao completar o passaporte, você recebe prêmios. Há trilhas em todos os níveis de dificuldade. 


      Web Venture - Um site bem completo com dicas, matérias, fotos, vídeos, de diversos esportes de aventura, conta também com comunidade no Facebook, Orkut e Fórum de discussões sobre viagens.



      • Viagens em grupo ou acompanhante

      Bumped - Planos de viagens com acompanhantes com filtro de local e datas para viajar.

      Contiki - Os programas Contiki são viagens em grupo que se iniciam quando participantes de todas as partes do mundo se encontram na cidade de início do destino. Os viajantes têm sempre entre 18 e 35 anos e entram na aventura acompanhados por guias jovens e bem treinados, experts nas regiões que serão visitadas.

      Groople - Pesquisa de locais para grupos e ajudam na montagem do mapa a ser analisado.

      Tripit - Site de Planos de viagens com acompanhantes.

      • Comunidades e Redes Sociais

      Amigos, Viagens e Trilhas - O objetivo deste grupo é realizar viagens, trilhas e festas em que o foco principal é a interação entre os participantes desse grupo social, com o intuito de aprofundar os laços de amizade e conhecer novos amigos

      Bootsnall - Site internacional de mochileiros.

      Fathomaway - Site (Em inglês) feito com ajuda de diversos colaboradores, traz experiências de viajantes, ferramentas para auxiliar a programação para o próximo roteiro e guias de diversos destinos, com dicas práticas, relatos e dicas de restaurantes, hotéis, lojas, etc.

      Global Free Loaders - Rede mundial livre acomodação. Hospedagem gratuita na casa de outros viajantes.

      Matador Travel - Rede social de viagens (Em inglês).

      Mochileiros - Fórum de mochileiros, um dos fóruns de maior participação em português.

      Viajamos - Site de viajantes (Em espanhol) onde se pode ter uma página própria. Pode-se participar de grupos temáticos, compartilhar fotos e dicas de viagem.

      Wayn - Rede social de viagens (Em inglês).

      • Sites Diversos


      Air Opinion - Site de avaliação de linhas aéreas.

      Dopplr - Sugere locais e dá um atlas social para usar no iPhone.

      Happy Cow - Resenhas de restaurantes veganos / vegetarianos pelo mundo.

      Gridskipper - Dicas de Turismo Urbano

      Rent a Local Friend 
      Passeios turísticos acompanhados por nativos do local onde se está visitando.

      Sair do Brasil - Site especializado em dicas e matérias de brasileiros com experiências internacionais.

      The Guardian - City Guide 
      Site em inglês do jornal The Guardian com uma série de mapas interativos que funcionam como guia de viagem, com dicas de hospedagem, restaurantes, compras, etc.

      Travelblog - Faça seu Blog gratuito de viagens.

      Vai Brasil - Divulgação de pacotes turísticos dentro do país.




      Considerações Finais

      Escrevi muito mais do que pretendia. Na próxima postagem vou descrever como foi a ultima viagem, um mochilão de 21 dias por Bolívia e Peru, com uma passagem não programada pelo Chile. Vou tentar ser mais sucinto nas próximas postagens.

      Espero ter sido claro e que as informações sejam úteis para muitas pessoas.
      Espera também não ter sido muito cansativo.
      Quem sabe acrescente alguma informação que tenha me esquecido.


      Espero o feed back de vocês.
      Até a próxima postagem.


      Mochilão - América do Sul






      21 dias de viagem
      3 países
      12 cidades
      27 passeios
      10 horas de viagens em aviões
      10 horas de viagens em barcos
      70 horas de viagens em ônibus
      3200 fotos

      Roteiro de viagem do 1º ao 21º dia:


      Muitas experiências pra contar, e incontáveis fotos pra mostrar.
      Foram cerca de três meses planejando a viagem e, felizmente quase tudo, acredito que 90% saiu conforme o planejado.

      Vou tentar mostrar o melhor da experiência, para quem sabe, ajudar alguém que queira fazer um roteiro similar.


      Os preparativos



      O planejamento é sem dúvidas a parte mais importante da viagem, o sucesso da sua viagem depende e muito do seu planejamento. Fazer uma viagem sem pesquisar devidamente o roteiro a ser seguido, passeios, hospedagens, meios de transportes, tempo de percursos, horários, etc. Imagina, você definir o roteiro, reservar as hospedagens e passeios e esquecer o horário de saída do ônibus. 

      Antes da viagem já tinha tudo roteirizado numa planilha, com endereços e telefones dos hotéis, agências, companhias de ônibus além de embaixadas e consulados. 

      Mas vamos para a viagem, no post anterior já descrevi melhor sobre planejamento e organização de viagem.




      Chile

      Capital: Santiago
      Idioma: Espanhol
      Área: 756.950 KM²
      População: 17 248 450 hab. (60.º)
      IDH: 0,819 (40.º lugar) Muito elevado
      Moeda: Peso Chileno 
      Cotação em 2012 (U$ 1,00 = $ 460,00)


      1º dia de viagem e 1º imprevisto



      Inicialmente o Chile não estava no plano de viagem, porém, devido a uma alteração no horário do voo de conexão, tivemos uma passagem obrigatória por Santiago. 

      Saímos de São Paulo e chegamos em Santiago no horário previsto, porém, a empresa aérea (Lan) antecipou o horário do voo de Santiago para La Paz, quando chegamos na capital chilena, nossa conexão estava saindo quase que simultaneamente a nossa chegada, e não tivemos tempo suficiente para pegar o voo. Resultado, tivemos um dia em Santiago, o que não foi tão mal, pois aproveitamos bem esse pouco tempo que tivemos por lá.

      A pior parte foi a hospedagem, como não havíamos pesquisado nada por lá, aceitamos a indicação do taxista e fomos ao Hostel Sobe, uma péssima opção por U$ 40,00. Ainda tive que subir na beliche pra trocar a lampada do quarto que estava queimada.

      Imagem do voo de São Paulo a Santiago, sobrevoando a Cordilheira dos Andes. A melhor parte da viagem é esse visual incrível pela janela do avião. Essa pequena visão da foto não se compara a visão real. Se um dia for ao Chile de avião, não cometa o erro de ir durante a noite e perder essa vista das cordilheiras.
































      Passear a pé pelo centro é bem agradável, um lugar repleto de belas construções, mas num domingo, quase tudo estava fechado, tivemos que almoçar no Burguer King, não deu pra provar a comida local, mas deu pra aproveitar bem a cidade. Na foto ao lado, o Centro de Santiago, região repleta de órgãos do governo, lugar ótimo pra passear, com alguns belos parques.



      Em toda viagem costumo visitar alguma igreja, mercado, e cemitério. Quando entrei nesse mercado me senti no Brasil, os produtos quase todos os mesmo, com exceção de alguns produtos locais. Se quer perceber os efeitos da globalização, basta ir a um mercado, você vai ver isso nas exposições dos produtos, são basicamente os mesmo produtos em qualquer país. O preço da Coca pode assustar, mas a moeda chilena que é muito fraca mesmo.


      Durante a noite fiz um passeio solitário pela cidade, um lugar que gostei muito é a estação central, muita gente, boas opções de compras e um shopping bem ao lado. O metrô também é bem interessante, o valor da passagem varia de acordo com o horário, quanto menor o movimento menor é o preço, nos horários de pico as passagens são mais caras, um modo muito inteligente, poderíamos fazer o mesmo por aqui, uma forma inteligente de reduzir grande lotação nos trens e metros em determinados horários.

      Foi um dia de passeio bem superficial, não dá pra aproveitar muito o lugar sem ter planejado nada com antecedência, mas deu pra ter uma noção do cotidiano e um pouco da cultura local, na manhã seguinte, bem cedo fomos ao aeroporto ao encontro da Bolívia.


      Bolívia

      Capital: Sucre (constitucional) La Paz (sede do governo)
      Idioma: Espanhol Quíchua, Aimará e Guarani
      Área: 1.098.581 KM²
      População: 10.426.160 hab. (84.º)
      IDH: 0,675 (108.º) – Médio
      Moeda: Boliviano
      Cotação em 2012 (U$ 1,00 = $ 6,88)





      La Paz

      2º ao 6º Dia

      A Bolívia me surpreendeu positivamente.
      Um país cheio de cores e pessoas extremamente simpáticas e prestativas, pensei que o povo boliviano era diferente, tinha uma figura bem diferente em mente, de todos os lugares que já passei, esse foi onde encontrei o povo mais cordial e educado, minha melhor recordação da Bolívia foram as pessoas.

      Hostel Provençal
      Após a partida de Santiago, chegamos no início da tarde em La Paz e fomos direto ao hotel, logo na saída do aeroporto, já se percebe que a Bolívia é um lugar diferente. Transito lento, carros velhos, casas inacabadas e gente muito colorida andando nas ruas. Ficamos no Hostel Provenzal, uma ótima escolha com um ótimo preço e o melhor atendimento que recebemos em toda a viagem.

      Duas ótimas opções de hospedagens em La Paz são os hostels: Provençal, onde fiquei $b 110,00 e o Sagargana, ambos ficam no centro.

      Frota antiga, e trânsito caótico, uma quantidade incrível de atropelamentos na cidade, porém, quase sempre sem vitimas devido a velocidade muito baixa dos veículos na cidade. Faixa e semáforo de pedestre, são raríssimos, carros e pedestres se confundem nas ruas. Durante todos os dias que passei pelo país, não vi nenhum motorista usando cinto de segurança, inclusive viaturas. A cidade é uma loucura, mas divertida se de ver.


      Vista panorâmica da cidade, vista da cidade alta, o centro de La Paz, é como um vale, os bairros cercam a cidade em torno dos morros, e o centro fica no centro, na parte baixa. Não se vem casas nem comércios com acabamento, nem mesmo com pintura, o transporte público é composto basicamente por serviços de vans, muito baratas e sempre lotadas. 

      Dizem que a cidade é um pouco perigosa, mas não vi nada de violento na cidade, nem aquele clima de medo e desconfiança que impera nas grandes cidades brasileiras. Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador assustam muito mais do que La Paz.

      Algo interessante é que apesar da pobreza, não vi nenhum morador de rua pela cidade, tão comuns em capitais do mundo, inclusive em países desenvolvidos. Porém é muito comum ver engraxates espalhados em todas as esquinas, de todas as idades.

      Um fato interessante quanto aos engraxates, eles estão sempre com capuz ou com o rosto pintado. 
      O motivo? 
      Simplesmente por vergonha. Muitos engraxates pagam a faculdade com esse trabalho, há até estudantes de direito que pagam seu curso nessa profissão, e como é um trabalho muito discriminado, eles preferem se esconder para não serem identificados.

      Calle de las Brujas

      A famosa Rua das bruxas, tradicional ponto turístico de La Paz. Lá se encontra todo tipo de artigos de artesanato e religiosos, a preços bem em conta.Também há muitas agências de turismo oferecendo pacotes para todos os pontos turístico de La Paz e restaurantes bem típicos da culinária Andina.

      Há camelôs espalhados por todas as ruas. Camelôs de todos os tipos, de vendedores de papel higiênico, (Muito comuns) até pequenas "padarias" como na foto. Olha que preocupação com a higiene, ela está de luva na mão direita e ainda assoprou uma sujeirinha que tinha no pão. 

      Interessante é que no dia em que deixei La Paz, vi a recepcionista do hotel levando os pães do café da manhã do hotel, comprado nesses camelôs de rua. E eu tomando meus cafés da manhã tranquilamente, achando que estava consumindo produto seguro, de boa qualidade.
      Não se surpreenda se tiver problemas estomacais numa visita a Bolívia, passei mal logo no primeiro dia. Felizmente passou rápido.

      As famosas "Cholas", muito comuns por todo o país, sempre usando roupas muito coloridas, com uma manta nas costa, ora levando os filhos, ora levando compras. Cabelos bem compridos, divididos ao meio em tranças as vezes com um grande pompom nas pontas. Elas fazem parte da cultura Andina, mas a geração atual não tem mantido o costume, é provável que essa deve ser a última geração de Cholas no país.

      Chacaltaya

      Vamos deixar um pouco a capital do país, partindo para um dos pontos mais altos da Bolívia, a montanha Chacaltaya, um dos picos da Cordilheira dos Andes está a 5421 metros de altitude, o preço médio do passeio ao Chacaltaya é de $b 80,00. Não é fácil chegar ao topo, mesmo subindo quase todo o caminho de carro, apenas os últimos 200 metros é feito a pé, e mesmo assim, muitos não dão conta de chegar ao topo devido aos efeitos da altitude.
      Chegando ao topo da montanha, só faltou chegar
      Eu mesmo fui um dos que não teve o prazer de dizer que cheguei ao topo da montanha. Passei mal antes mesmo da metade do caminho. Na minha defesa, havia chegado na Bolívia um dia antes já no meio da tarde, acordei bem cedo e já fui para a montanha sem descanso nem tempo para habituar o corpo a grande altitude da Bolívia. O resultado você vê na foto abaixo.
      Eu, passando mal na montanha
      Tontura, cansaço, tremedeira nas pernas, náuseas e... disenteria são alguns dos efeitos colaterais causados pela altitude, fui sorteado e senti todos os efeitos, mas pior que os efeitos, foi passar por um tremendo piriri e ter que usar um banheiro completamente sujo, entupido e sem porta, mas vou poupá-los dos detalhes sórdidos. Quando voltei a cidade, após alguns vômitos dentro da van, já estava bem melhor.

      Só um detalhe sobre a montanha, O Chacaltaya já foi a mais alta estação de esqui do mundo, mas devido ao aquecimento global, há cerca de 10 anos não é mais possível praticar esqui na montanha. Outro dado, a época mais propícia para a neve é no verão, entre novembro e fevereiro, devido a alta umidade do ar.




      Vale de La Luna


      O Vale de la Luna é um sitio arqueológico localizado na região de La Paz. Tem esse nome devido as formações rochosas que aparentam o solo lunar Todo o solo é repleto de estalagmites, por toda a planície. É um dos principais passeios a se fazer quando se está em La Paz. A região não é muito grande mas vale a pena a visita. O preço da entrada no parque é de apenas $b 30,00 mais. O passeio é feito junto ao passeio ao Chacaltaya. No dia, a temperadora estava quase 0º no Chacaltaya, 30 minutos depois, já no Vale de la Luna, a temperatura já estava em 22º. Então vá preparado para o frio e para o calor para fazer esses passeios. E leve comida, não há paradas para almoço.




      Tiwanaku, é um dos principais sítios arqueológicos localizado a cerca de 70 km de La Paz. A civilização Tiwanaku, foi a capital de um vasto império pré-colombiano e foi uma das mais importantes civilizações que já existiram. Subsistiram por mais de 2700 anos, é considerada a mãe das civilizações americanas. Misteriosamente a civilização desapareceu por volta de 1200. 

      A explicação mais contundente diz que a civilização desapareceu, causada por uma forte e longa seca que atingiu a região, por volta de 950 d.C com a diminuição da pluviosidade na bacia do Titicaca. Uma curiosidade da civilização, é que eles não tinham linguagem escrita. A linguagem era passada de pai pra filho. Essa falta de registro escrito contribui para o desconhecimento de boa parte da história da cultura Tiwanaku.
      O passeio custa $b 80,00 vale muito a pena a visita. Não esqueça óculos de sol e protetor labial, o vento é forte e o tempo é muito seco.


      Copacabana

      Copacabana é a última cidade boliviana da viagem, na divisa com o Peru, e também a primeira experiência com o lago Titicaca. Uma cidade bem pacata, mas muito agradável, repleto de ótimos restaurante a preços bem em conta, boas opções de hospedagens também.

      Dessa vez acertamos bem na hospedagem.
      Havíamos reservado o hostel Aldea Inka por $b 315,00 mas quando chegamos e vimos a média de preços da cidade por $b 80,00 mudamos de ideia e ficamos no hostel "La Kantutas" por $b 80,00. Confortável, barato e com café incluso, bem no centro da "Metrópole" na praça central.




      A dupla de mochileiros num passeio particular pelo Titicaca, rumo a um pequeno conjunto de ilhas artificiais flutuantes. Foi a melhor opção pra uma tarde sem nenhum passeio agendado. Atrás a cidade de Copacabana, dá pra ter uma noção do tamanho da cidade. Um ótimo lugar pra quem gosta de frio.


      Ilha do Sol e Ilha da Lua

      Quem vai à Copacabana só tem dois objetivos, usar a cidade como dormitório antes de partir ao Peru, ou visitar as Ilhas do Sol e da Lua. Eu recomendo sem medo passar um dia na cidade pra poder conhecer essas duas ilhas muito bonitas e agradáveis. São cerca de 2 horas até a Ilha do Sol, depois mais 40 minutos até a Ilha da Lua. A Ilha do Sol é bem maior, dá pra se passar o dia inteiro, manhã na parte norte e tarde na parte sul, quem é mais aventureiro pode optar por ir direto para o lado norte e fazer uma trilha a pé até o lado sul.



      O que ambas as ilhas tem em comum? 
      Um visual espetacular, de encher os olhos de beleza. 
      Mas pra contemplar o visual tem que suar a camisa, pra quem não tem nenhum preparo físico é muito cansativo chegar ao alto nas ilhas montanhosas. A ilha da lua é menor e mais pacata, aparentemente já teve uma boa infra-estrutura turística, mas tudo foi abandonado.



      Também é possível ter contato com os moradores locais, nem sempre muito amigáveis, e se ouvirem o disparador da máquina, não há dúvidas que vão pedir dinheiro. A ilha é bem montanhosa, e numa grande altitude, é preciso ter bom folego pra subir a pé, mas o visual lá em cima vale a pena pelo cansaço.



      A Ilha do Sol é bem maior e mais habitada, com opções de pousada na ilha e bons restaurantes. Já imaginou almoçar com um visual desse como na foto? A comida fica até mais gostosa, no meu caso, o prato veio recheado com um baita fio de cabelo, provavelmente um brinde da casa, se bem que no Brasil encontramos muitos restaurantes com o mesmo costume.

      E ainda tivemos o prazer da companhia das brasileira que encontramos, e re-encontramos depois em Cuzco. Uma das tardes mais agradáveis.
      O passeio às ilhas do Sol e da Lua, podem ser comprados em qualquer agência do centro, a média de preços é de $b 70,00.

      E foi com esse visual que deixamos a Bolívia pra tráz e seguimos viagem rumo ao Peru, deixando para trás uma experiência incrível, de pessoas, lugares, cultura e culinária, que não vão mais sair da memória, e que com certeza irei voltar um dia pra conferir novamente, dessa vez com outros olhos. A Bolívia me surpreendeu bastante, saí do país com uma visão totalmente diferente da que cheguei.

























      Peru

      Capital: Lima
      Idioma: Espanhol, Quíchua e Aimará
      Área: 1 285 220 km² (20.º)
      População: 28 674 757 hab (183.º)
      IDH: 0,741 (77.º) – Elevado
      Moeda: Nuevo Sol
      Cotação em 2012 (U$ 1,00 = $b 2,58)

      7º ao 21º Dia 



      Assim como a Bolívia, o Peru surpreendeu positivamente, cruzei a fronteira da Bolívia com o Peru, mas encontrei a mesma simpatia e receptividade do outro lado, e a mesma comida deliciosa. Porém, os preços do lado peruano não são tão baratos. Os preços são bem parecidos com os do Brasil, quem quiser voltar pra casa de mala cheia, que faça isso na Bolívia, o Peru é um lugar incrível pra passear, mas não  para comprar.



      Puno (Ilha de Uros e Ilha Taquile)


      Puno


      O primeiro ponto de parada numa cidade Peruana é Puno, diferente do que pensava, Puno é uma cidade muito grande, quase uma metrópole, bem desenvolvida. Chegamos na cidade numa noite de festa folclórica, em comemoração ao aniversário de uma das universidades da cidade (só há duas). Puno é considerada a capital do Folclore do Peru. 


      A hospedagem foi uma ótima escolha, Hotel San Antonio, bem próximo ao centro. Chegamos de noite sem moeda local e as casas de câmbio já haviam fechado, fiquei surpreso quando a recepcionista do hotel me ofereceu o equivalente a U$ 100,00 na moeda local emprestado para eu devolver no dia seguinte após trocar dinheiro nas casas de câmbio. Difícil imaginar uma confiança dessas em qualquer lugar. 
      Puno também é ponto de partida para quem quiser visitar as famosas Ilhas dos Uros e Taquile, e foi o que fizemos.



      Ilha de Uros


      Um lugar curioso, e sem dúvidas, um dos mais diferentes que há em todo o mundo. As Ilha de Uros, é um pequeno arquipélago artificial com dezenas de ilhas, todas construídas a base de raíz de totora, uma planta aquática.
      As Ilha de Uros, foram constituídas há centenas de anos atrás pelas etnias Urus, para fugir da forte expansão do domínio Inka, que se espalhava por toda a região do altiplano dos Andes. A forma como eles encontraram para fugir foi construindo seus povoados longe da costa, no Lago Titicaca, e desde então tem vivido nessas Ilhotas flutuantes que, claro, não estão flutuando a esmo pelo lago, são todas ancoradas por cordas no fundo do lago para não saírem flutuando levadas pela força dos ventos.

      Além das dezenas de casas, a Ilha também tem 2 escolas, 2 igrejas e até uma prefeitura. Tem também 1 simples e pequeno hotel para receber turistas, algumas cabanas são equipadas com energia elétrica alimentadas com painéis solares, algumas com acesso a internet e também um telefone público. A economia da Ilha gira em torno de três setores, pesca, turismo e artesanato, são desses três setores que eles tiram seus sustentos.


      Um fato curioso é que até bem pouco tempo atrás, não havia banheiros na Ilhas, os habitantes usavam o lago como banheiro, o mesmo lago de onde retiram água para beber, há poucos anos, um ambientalista europeu levou alguns banheiros químicos para as ilhas, porém não são utilizados por toda a população. É bem comum os habitantes da Ilha sofrerem sérios problemas estomacais por causa da água.


      Ilha Taquile

      "Não seja preguiçoso.
      Não seja mentiroso.
      Mais uma das ilhas exóticas do Lago Titicaca.

      Não seja ladrão".
      Esses são o conjunto de três leis básicas herdadas dos antepassados Incas.


      "Os trajes típicos são diferenciados conforme o estado civil de cada um. As mulheres casadas normalmente se vestem com saia preta e blusa de cores sóbrias. Sobre a cabeça levam um xale de lá negro. As moças solteiras também usam o xale, mas suas roupas são de cores vivas e com enormes e coloridos pompons nas pontas do xale. Todas usam de 5 a 6 saias, uma por cima da outra. Os homens em geral usam calça e colete pretos e uma cinta larga e colorida na cintura. Junto à cinta levam uma bolsa onde carregam as folhas de Coca. A diferença entre solteiros e casados está no gorro. Os solteiros um gorro branco e vermelho e os casados um gorro vermelho. Se o homem solteiro está comprometido usa o pompom do gorro para o lado. Se está disponível, usa o pompom para trás". (ecoviagem.uol.com.br)



      Taquile é uma ilha rochosa que fica a 2 horas e meia de navegação de Puno. A única vila fica no alto montanha à 190 metros acima do lago. Para chegar até ela existem dois caminhos: uma escadaria com 538 degraus que leva direto a vila ou uma trilha de quase 3 quilômetros com subidas suaves que passa por fazendas e pequenas comunidades. A Ilha Taquile é um verdadeiro paraíso, que vive da agricultura, do artesanato e do turismo. Um lugar que não me arrependo nenhum pouco de ter passado, passaria um dia a mais se tivesse tempo disponível. Um dos melhores lugares do roteiro pra quem gosta de história e cultura. O dia de passeio pelas ilhas de Uros e Taquile sai por apenas U$ 22,00. Uma boa dica de hospedagem em Puna fica por parte do Hotel San Antonio, no centro, diária de U$ 60,00.


      Percurso: Puno > Cuzco

      Há várias formas de se ir de Puno à Cuzco, mas nenhuma é tão prazerosa quanto a viagem turística pela Inka Express (http://www.inkaexpress.com).
      A viagem é longa, cerca de 10 horas, e um pouco cara, U$ 55,00. mas extremamente prazerosa. Ao longo da viagem, são feitas 5 paradas em diferentes sítios arqueológicos, todos muito bem selecionados e com guias em inglês e espanhol, muito bem preparados. Essa foi, talvez, uma das melhores surpresa da viagem. Escolhi essa viagem turística de Puno à Cuzco para uma viagem tão longa ser tão cansativa, mas me surpreendi com a companhia, extremamente pontual e organizada, e proporcionou um dos pontos altos de toda a viagem. A viagem passou que nem percebemos. U$ 55,00 muito bem gastos.



      Alguns pontos de parada do percurso:








      Cuzco

      Cuzco ou Cusco, é uma cidade totalmente diferente diferente do que eu imaginava. É uma cidade bem grande e moderna, repleta de lojas de grife, restaurantes sofisticados e bons hotéis mas muito desorganizada, pelo menos na parte dos serviços turísticos.

      A grande decepção da passagem por Cuzco ficou por parte da hospedagem. Ficamos no Tupana Wasi. Um bom café da manhã e um bom quarto e nada mais, um verdadeiro exemplo de desorganização, tivemos problemas em todos os passeios que compramos com eles, felizmente conseguimos realizar todos. Fica a dica, se passar por Cuzco, fique longe do Tupana Wasi.


      Cusco está a uma altitude de 3400 metros. Seu nome significa "umbigo", no idioma quíchua. Era o mais importante centro administrativo e cultural do Império Inca. Foi a capital e sede de governo do Reino dos incas e seguiu sendo ao iniciar-se a época imperial, tornando-se a cidade mais importante dos Andes. Hoje é o principal destino turístico do Peru, centro de partida dos principais pontos turísticos do país como Machu Pichu, Vale Sagrado, Moray, Maras, etc. Mas se um dia for para Cuzco, vai uma dica, não fique hospedado no Hostel Tupana Wasi, todos os dias tivemos problemas, foi a grande decepção da viagem.

      Uma boa dica para quem vai passar por Cuzco, é comprar o boleto turístico, que dá direito a entrada em quase todos os pontos turísticos da cidade. Custa S/. 130,00.

      Vale Sagrado dos Inkas

      O Vale sagrado Inka, é uma região composta por vários sítios arqueológicos. Não passamos por todos eles, mas pudemos conhecer os principais. Segue algumas fotos e informações de alguns dos sítios que passamos.

      • Moray
      Moray é um sítio arqueológico a cerca de 50 km de Cuzco. Era uma estação experimental agrícola, onde os Inkas estudavam os efeitos de diferentes condições climáticas na agricultura.


      O complexo é compostos por vários terraços enormes com depressões circulares, a maior delas chaga a cerca de 30 metros de profundidade. A diferença climática entre o primeiro e o último nível chega até a 15º de diferença, em cada nível eram cultivados alimentos como batata e milho, em estações diferentes do ano, produzindo diferentes qualidades do mesmo alimento dependendo do nível e da época do ano em que foi cultivado. Porém, Moray não foi um local de agricultura, funcionava como uma estação experimental. (Boleto turístico inclui esse passeio)





























      • Maras

      A salineira de Maras fica numa montanha, existe desde a era pré-inca, e ainda hoje é extraído sal. A coisa mais interessante que eu já vi. No mundo inteiro o sal é extraído da água do mar, só aqui ele é extraído da montanha. Difícil explicar como pode haver fonte que jorra água salgada numa montanha a mais de 3500 metros de altitude. (A entrada custa apenas S/. 7,00)

      Na montanha há uma fonte de água salgada, onde foram feitos dutos, que encaminham a água salgada até esses milhares de pequenos poços, de no máximo 30 centímetros cada. Com o calor, a água evapora e fica o sal, de onde é recolhido, peneirado e tratado para o consumo. E é assim a mais de 500 anos.




























      • Ollantaytambo 

        Ollantaytambo é uma obra monumental da arquitetura Inca, tão impressionantes e grandiosa quanto Machu Pichu. É a única cidade da era inca no Peru ainda habitada. A cidade foi construída com rochas talhadas e com construções anti sísmicas, assim como diversas outras cidades Incas que constituem o Vale Sagrado. 



























        Em sua maioria, as cidades Inkas são localizadas em montanhas, em regiões de vales, onde não há rochas, todas essas rochas eram levadas de outras regiões, puxadas por animais de cargas e pelos trabalhadores Inkas. Quando se lê, pesquisa ou ouve sobre como as cidades Inkas foram construídas, é de se ficar admirado, mas estando lá e vendo a grandiosidade das construções em uma época totalmente sem tecnologia, é difícil até de se acreditar. Só indo pessoalmente pra saber do que estou falando, quem já foi sabe o que estou tentando descrever.



























        • Sacsayhuaman

        Um lugar de arquitetura impressionante. Pedras com dezenas de toneladas esculpidas, em construções numa região montanhosa, onde é difícil imaginar mesmo com a tecnologia da engenharia moderna. Acredita-se que toda a construção da cidade tenha demorado cerca de 50 anos, durante o século IV, e o que resta é apenas 20% das edificações originais.  Sacsayhuaman, fica apenas a 2 KM's de Cuzco, e o passeio faz parte do city tour. (Boleto turístico inclui esse passeio)





        Aguas Calientes

        Aguas Calientes é a última cidade antes de chegar à Machu Pichu, basicamente uma cidade dormitório aos pés da montanha, fica a cerca de 4 horas de Cuzco e a 2 horas do Vale Sagrado.

        Para quem quer se ter a experiência, há também as piscinas de águas termais no alto da cidade, me decepcionei um pouco, pensei que eram maiores, quem passar por Arequipa e Chivay, há águas termais muito melhores que em Aguas Calientes, porém é barato e tem aluguel de roupas de banho e toalhas, se você não se importa em reutilizar esses itens.No geral a cidade é bem agradável, boa pra visitar e passar uma manhã, com boas opções de restaurantes.

        Na foto, o famoso trem panorâmico Vistadome, que leva os turistas a Aguas Calientes. Há diferentes opções de nível de conforto, cada vagão é uma clase diferente, com preços a partir de U$ 70,00. A vista durante o percurso é muito bela, mas durante o dia, com o Sol quente passando pelos vidros, chega uma hora que o passeio começa a ser um pequeno incômodo. Dependendo da epoca do ano, Melhor consultar o melhor horário para a viagem.



        Machu Pichu

        Finalmente chegamos ao lugar mais desejado de toda a viagem. Sem dúvidas, um destinos mais desejados por mochileiros de todo o mundo também, e com toda razão.



        Machu Picchu está localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba. A cerca de 3 a 4 horas de Cuzco. Poucos sabem, Machu Picchu foi construída no século XV mas, foi "descoberta" apenas em 1911, pelo professor norte-americano Hiram Bingham, que explorava o Peru atrás de Vilcabamba, capital dos descendentes dos Incas. Daí o nome de "Cidade perdida dos Inkas" como é conhecida hoje.


        Machu Picchu é a cidade inca mais velha, porém pouco se sabe de sua história. Nada é mencionado nas crônicas dos conquistadores espanhóis. A cidade foi poupada porque não se sabia de sua existência. Os Inkas, a consideravam uma cidade sagrada, e após a conquista dos espanhóis Os Inkas abandonaram a cidade e destruíram todos os acessos a cidade, pontes e estradas, e desde então, ficou totalmente desabitada e desconhecida até 1911.


        Acredita-se que mais de 20 mil pessoas trabalharam na edificação da cidade, durante mais de 50 anos, porém apenas algumas poucas dezenas de famílias habitavam no local, os trabalhadores moravam em outras cidades Inkas no entorno.
        Um dado interessante, não apenas na construção de Machu Picchu, mas de todas as cidades Inkas é que, não havia escravidão, a sociedade Inka vivia em estado de meritocracia, não importava se adulto ou criança e, não havia cobrança de impostos, o povo contribuía com trabalho na edificação das cidades.
        Outro dado interessante, os trabalhadores trabalhavam ao ritmo de música, enquanto levavam as rochas ao topo das montanhas, um grupo de músicos os acompanhavam ditando o ritmo através da música, o mesmo ocorria nas cidades aos trabalhadores responsáveis pela edificação.


        Hoje Machu Picchu recebe turistas do mundo todo. A infraestrutura completa para o turista está nas cidades vizinhas de Águas Calientes e Cusco. A entrada na cidade custa $126 soles para visita de um dia, quem quiser se aventurar a subir a montanha de Machu Picchu, é cobrado uma taxa extra de U$ 10,00, aos mais radicais que tiverem fôlego para subir a montanha de Wayna Picchu (essa montanha ao fundo) deve agendar com antecedência e pagar uma taxa de U$ 30,00.


























        Arequipa - Chivay - Vale Del Colca

        Esses três locais fazem parte do mesmo passeio. 


        Arequipa está localizada no sul do Peru, na região do vale das montanhas desérticas da cordilheira dos Andes, rodeada por vários picos. Poucos estrangeiros a conhecem, mas é uma cidade bem grande e importante para o país, tem cerca de 841 mil habitantes e conta com 4 shoppings e dois terminais rodoviários. É cidade base para quem vai visitar o "Canyon Del Colca", um dos principais pontos turísticos do Peru.


        Chivay é o oposto de Arequipa, quem nunca foi ao fim do mundo, esse é o lugar. Longe de tudo e de todos, essa é uma cidadezinha que parou no tempo, onde a paz e a tranquilidade reina. Não há muito o que fazer por aqui, é apenas uma cidade dormitório para quem vai ao "Canyon del Colca". Porém tem um pequeno parque com piscinas de águas termais onde turistas e moradores podem banhar-se, Um lugar muito agradável pra passear, e conversar com os moradores locais, muito simpáticos e acolhedores. A cidade conta com uma praça, um mercado e uma igreja central e tem uma população de 5000 moradores. (O boleto turístico por Chivay custa S/. 40,00)




        Finalmente chegando ao "Canion del Colca" você vai encontrar algumas das maiores belezas naturais da América do Sul. Para se contratar um tour pela região,deve-se fazer isso de Arequipa. O tour inclui transporte em vans e entrada no Parque do Valle del Colca. A trilha passa por paisagens deslumbrantes, atravessa aldeias e pastagens com rebanhos de alpacas, lhamas e vicunhas. O Vale del Colca, é uma reserva nacional peruana, criada há 25 anos atrás para proteger os condores da região, pois essas aves são consideradas sagradas pela cultura andina e eram caçadas para trazerem proteção. Na época da criação da reserva, haviam apenas 25 condores na região. Hoje esse número chega aos 60. Além das aves, você vai ficar estasiado com o visual do lugar, umas das paisagens mais espetaculares que já tive a oportunidade de conhecer. O pacote para o Canion del Colca foi um pouco caro, S/. 825,00 mas valeu cada centavo gasto, mas o valor também incluiu parte do passeio seguinte, por Nazca.






























        Nazca
        (Linhas de Nazca e Necrópolis de Chauchilla)

        Nazca é um dos lugares mais enigmáticos da América do Sul. É lá que está localizadas as figuras gigantes desenhadas no deserto pela civilização Nazca entre 400 e 650 d.C. São várias figuras em formas de beija-flor, aranha, macaco, peixe, orca, lhama, lagarto, etc. 

        As Linhas de Nazca só podem ser vistas do alto, por esse motivo, os desenhos só foram descobertos na década de 1930, quando as pessoas começaram a viajar de avião sobre a área. As figuras foram preservadas durante tanto tempo, a maioria inalteradas, devido ao clima extremamente seco, sem vento e estável, o deserto é um dos mais áridos da Terra. Estudiosos da região acreditam que povo Nazca criou tais figuras para que pudessem ser vistos por seus deuses no céu. O sobrevoo pelo deserto custa em média U$ 100,00 e duram cerca de 20 minutos, mas não crie grandes expectativas, as figuras são bem menores do que se imagina, me decepcionei muito quando vi as figuras lá de cima.






        Na cidade também está localizado a "Necropolis de Chauchilla", um cemitério da época da civilização Nazca. Há cerca de 15 tumbas abertas em exposição, como esta, porém, acredita-se que haja cerca de 500 tumbas ao longo desse cemitério, que mede cerca de 2 km's de extensão.



        Na cultura Inka, os mortos eram enterrado em posição fetal. acreditavam na reencarnação, por isso eram enterrados da mesma forma que nasciam, nessa posição. As tumbas eram familiares, a medida que os familiares iam morrendo, retiravam a cobertura da tumba e os enterravam junto aos demais. 

        Em algumas tribos, as múmias de alguns líderes de suas tribos ficavam expostos nas janelas dos templos e, em datas comemorativas, suas múmias eram levadas pelas ruas da cidade em procissão, da mesma forma que a cultura católica faz com a imagem da Ave Maria nas procissões.



        A paisagem do lugar também é fantástica, a Necrópolis de Chauchilla está localizado num dos pontos do deserto do Atacama. Quem não quiser ver caveiras, pode se deliciar com a paisagem.



        Ica 
        (Oasis de Huacachina)



        Ica é uma pequena cidade, onde está localizado o único Oasis da América Latina. É um pequeno paraíso chamado de Huacachina, faz parte do Deserto do Atacama, que começa no norte do Peru e vai até o norte do Chile. Lugar extremamente bonito e agradável, areia bem macia e boa infra estrutura turística. Muitas dunas e opções de passeios de Buggy e locação de pranchas para descer as dunas. 

        Numa dessas descidas, praticando meu Sandboarding profissional. Foi ai que eu perdi minha câmera, entrou tanta areia na máquina que não teve salvação. Felizmente foi a máquina compacta, baratinha.

        Ica é conhecida também pela fabricação da aguardente conhecida como Pisco, muito boa por sinal, na cidade há vinícolas onde você pode visitar, conhecer o processo de fabricação e fazer degustação de pisco de graça. É tudo muito artesanal, sem muita preocupação com a higiene, mas o ambiente é muito interessante.


























        Ica Foi sem dúvidas um dos melhores lugares da viagem. 



        Paracas e Islas Ballestas

        Paracas é uma pacata e agradável cidade, já se aproximando de Lima, um lugar indescritível, difícil de imaginar um lugar tão  belo e preservado, tão próximo de uma capital tão grande como Lima. 



        A cidade foi uma das menores visitadas em toda a viagem, porém o visual que se encontra nos passeios é sem dúvidas dos mais belos da América Latina. 

        Uma grata surpresa em Paracas, foi a hospedagem. O Hostel Mar Azul, foi o melhor de toda a viagem e, surpreendentemente o mais barato também, e localizado a uma quadra do calçadão. O ótimo café da manhã é servido no terraço, com vista para a Bahia de Paracas. 






        O passeio começa pelas "Islas Ballestas", que também faz parte da reserva. Nunca na vida vi tantas aves num mesmo lugar. Diversas espécies compartilhando do mesmo ambiente. Olhando para essa montanha, se pode ter noção da quantidade de aves que há no local, a montanha está coberta de aves que mal se pode ver a cor natural da montanha. Um grande problema disso é a grande possibilidade de você ser bombardeado pelos "rojões cremosos" expelidos pelas aves em voo. Por sorte eu sai ileso do barco, mas outros não tiveram a mesma sorte. 

        As "Ilhas Ballestas" é um verdadeiro paraíso da vida animal, repleto de animais que vivem despreocupadamente, livres de predadores. Se você tiver a oportunidade de conhecer o Peru um dia, de forma alguma deixe de visitar Paracas.




        Reserva Nacional de Paracas, não se restringe às "Islas Bellestas", que é a parte marítima da reserva, há também a parte desértica, que faz parte do Atacama. 
         

        A reserva é uma área protegida criada em 1975 para preservar uma parte do mar e do deserto do Peru, dando proteção para várias espécies de animais selvagens que lá vivem. Entre as espécies encontradas lá estão os pelicanos, gaivotas cinza, condores, pinguins de Humboldt (em extinção), flamingos, leões-marinhos, golfinhos, tartarugas verdes e muitas outras espécies de peixes, aves, mamíferos e espécies da flora. 

        E pra encerrar o passeio, nada melhor que um restaurante com esse visual, de deliciando com frutos do mar excelentes e frescos, a uma preço bom. Vendo pelicanos e gaivotas pescando no mar enquanto você almoça.






        Um verdadeiro paraíso natural, indico a qualquer um que deseje viajar. Ao lado do Vale Sagrado Inca, Paracas fez parte da melhor parte da viagem.




        Lima

        Chegamos a última cidade da viagem. Lima, a capital do peruana, é uma cidade muito grande, com mais de 9 milhões de habitantes. Nos três dias que passei na cidade, não vi grandes atrativos turísticos que se destaquem, é uma cidade grande e desenvolvida, muito mais do que eu imaginava, com muitos museus e um centro histórico, assim como várias outras capitais pelo mundo. 


        Dois destaques que encontrei na cidade foram o "parque das águas", um parque com diversas fontes, todas elas muito bonitas e algumas interativas, com apresentações com luzes noturnas, como no parque do Ibirapuera. 




        Outro destaque, é o bairro de Miraflores, onde foi feita essa foto. Essa é a vista do "Shopping Miramar", na encosta de um longo penhasco de frente ao Pacífico, nesse lugar é um ponto de salto de parapente e asa delta, que infelizmente não estavam saltando nos dias que estive lá. Uma bela cidade, para se passar não mais do que 3 ou 4 dias, porém com um povo muito hospitaleiro.




























        O fim da viagem

        Infelizmente, tudo que é bom acaba, e com essa viagem não foi diferente. 
        Após 21 dias de viagens, voltamos para casa com mais uma experiência de viagem na bagagem. Felizmente, tudo acabou sem grandes problemas, e a viagem superou as expectativas, não houve uma cidade sequer que deixou a desejar, e ainda ficou aquele gostinho de quero voltar, muitas cidades ficaram no meio do caminho sem ser visitadas, espero voltar novamente em uma novo roteiro, conhecendo outras cidade e revendo algumas outras. Se um dia tiver a oportunidade de fazer esse roteiro, não vá na dúvida, a América do Sul é repleta de destinos incríveis, com paisagens, culturas, comidas e pessoas incríveis, que não vão te fazer sua viagem ser uma decepção.


        Espero que tenham gostado
        Aproveitem a viagem